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    Exame de Cobre Sérico

    Exame de Cobre Sérico

    biotechExame

    Exame de Cobre Sérico

    R$ 23,00

    Cartão de crédito ou Pix

    Informações da coleta

    schedule

    Prazo do resultado

    4 dias úteis

    water_drop

    Material coletado

    SORO

    favorite

    Método de coleta

    Segunda a sexta-feira

    description

    Instruções de preparo

    Jejum: Jejum aconselhável de 4 horas. (COBR) Medicação: Carbamazepina, estrógenos, contraceptivos orais, fenobarbital, fenitoína. (COBR) Dieta: Evitar a ingestão de sais de cobre (frutos do mar, gérmen de trigo, carne vermelha e oleaginosas). (COBR)

    Exame de Cobre Sérico

    O Exame de Cobre no sangue avalia a quantidade de cobre circulante e auxilia na investigação de alterações metabólicas, doenças hepáticas e distúrbios genéticos.


    Exame de Cobre Sérico: o que é e quando ele é indicado?

    O exame de cobre sérico mede a concentração desse mineral no sangue e é uma ferramenta importante na investigação de distúrbios do metabolismo do cobre.

    O exame de cobre sérico mede a quantidade de cobre circulante no sangue. No organismo saudável, a maior parte do cobre é transportada pela ceruloplasmina (uma proteína hepática) e por outras proteínas. O equilíbrio do cobre depende principalmente da absorção intestinal e da excreção biliar.

    Distúrbios nesse equilíbrio podem levar ao acúmulo ou à deficiência de cobre, com consequências em vários órgãos.


    O que é o cobre?

    O cobre é um mineral essencial para o organismo, participa da formação de hemoglobina, do funcionamento do sistema nervoso e da produção de enzimas. Mas, em excesso ou deficiência, pode causar problemas sérios.


    Para que serve o exame?

    O exame é utilizado principalmente para:

    • Diagnóstico da doença de Wilson: doença genética rara em que o cobre se acumula no fígado, cérebro, rins e outros órgãos;
    • Diagnóstico da síndrome de Menke: doença genética rara com deficiência de cobre;
    • Investigação de deficiência de cobre: que pode causar anemia e alterações neurológicas;
    • Monitoramento em cirrose biliar primária: doença hepática que pode alterar o metabolismo do cobre;
    • Investigação de leucemias e doença de Hodgkin: alguns cânceres elevam o cobre sérico;
    • Avaliação nutricional em casos especiais.


    Doença de Wilson: a principal indicação do exame

    A doença de Wilson é uma condição genética autossômica recessiva em que os rins excretam menos cobre e o fígado acumula esse metal. O excesso de cobre se deposita em múltiplos órgãos, causando:

    • Hepatite crônica e cirrose hepática;
    • Alterações neurológicas e psiquiátricas: tremores, disartria, alterações de comportamento e personalidade;
    • Anel de Kayser-Fleischer: depósito de cobre na córnea visível ao exame oftalmológico;
    • Anemia hemolítica.

    Ela acontece por alterações no gene ATP7B, responsável pelo transporte e eliminação do cobre pelo fígado.

    Normalmente, o excesso de cobre é eliminado pela bile. Na Doença de Wilson, isso não acontece adequadamente. O cobre sérico na doença de Wilson pode estar baixo (porque o cobre está acumulado nos tecidos, não no sangue. Por isso, o exame é interpretado junto com os testes de ceruloplasmina e cobre urinário de 24 horas.


    É necessário algum tipo de jejum ou preparo para realizar este teste?

    O preparo é importante para garantir resultados confiáveis:

    • Jejum de 4 horas antes da coleta é aconselhado;
    • Dieta: evite frutos do mar, gérmen de trigo, carne vermelha e oleaginosas nos dias anteriores,esses alimentos são ricos em cobre e podem elevar os resultados;
    • Medicamentos que interferem no exame: informe ao médico o uso de carbamazepina, estrógenos, contraceptivos orais, fenobarbital e fenitoína, essas medicações podem alterar os níveis de cobre.


    O que valores alterados podem indicar?

    Cobre sérico elevado pode estar associado a:

    • Uso de contraceptivos orais ou estrogênio;
    • Infecções ou inflamações (cobre é um reagente de fase aguda);
    • Leucemia, doença de Hodgkin, linfomas;
    • Cirrose hepática;
    • Doença de Wilson em fase aguda (raro).

    Os valores em gestantes são mais elevados naturalmente porque o estrogênio estimula a produção de ceruloplasmina, que carrega o cobre no sangue.

    Cobre sérico baixo pode indicar:

    • Doença de Wilson (acúmulo tecidual);
    • Síndrome de Menke;
    • Deficiência nutricional de cobre;
    • Síndrome nefrótica.

    A interpretação do resultado é de responsabilidade médica. Não se automedique. Consulte um profissional para esclarecer os resultados e fornecer um diagnóstico.


    Quais as doenças relacionadas

    Doença de Wilson, Síndrome de Menke, Cirrose biliar primária, Leucemia, Doença de Hodgkin, Anemia megaloblástica.


    Conteúdo revisado por: Camila Weber, Farmacêutica e Bioquímica (CRF-PR 15.904), especializada em bacteriologia clínica.

    Responsável Técnico: Dr. Gustavo Aguiar Campana (CRM-SP 112181), especialista em Patologia Clínica/Medicina.

    Perguntas frequentes

    Não. O diagnóstico da doença de Wilson exige combinação de exames: cobre sérico, ceruloplasmina, cobre urinário de 24 horas, exame oftalmológico para anel de Kayser-Fleischer e, eventualmente, biópsia hepática.

    Sim. O tratamento com quelantes de cobre (penicilamina, trientina) ou zinco pode controlar a progressão da doença quando iniciado precocemente. O diagnóstico cedo é fundamental.

    Sim. O estrogênio aumenta a produção de ceruloplasmina e, consequentemente, os níveis de cobre sérico. Informe seu médico sobre o uso de anticoncepcionais ou TRH.

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